Thomas Mertain & Jacques Maritain
...sobre palavras...
“Algumas pessoas podem estar perguntando: Por que a luz de Deus foi dada na forma de linguagem? Como é concebível que o divino esteja contido em vasos tão frágeis como consoantes e vogais? Esta pergunta revela o pecado de nossa era: tratar de forma superficial o meio que transporta as ondas de luz do espírito. O que mais no mundo é capaz de unir homens através das distâncias do tempo e do espaço? De todas as coisas terrestres, as palavras nunca morrem. Há tão pouca matéria nelas, porém tanto significado... Deus tomou estas palavras hebraicas e soprou nelas o Seu poder, e elas se tornaram um vínculo vivo, carregado com o Espírito divino. A partir desse dia, as palavras são ligações entre o céu e a terra. Que outro meio poderia ser empregado para conduzir o divino? Figuras esmaltadas na lua? Estátuas esculpidas nas montanhas?” (Abraham Heschel, “God in Search of Man”, citado na pág. 147)
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...sobre o menor...
“É cada vez mais necessária a tarefa de pequenos grupos, de esforçar-se mais eficientemente pelo homem e pelo espírito e, em particular, de promover o mais eficaz testemunho destas verdades pelas quais o homem, tão desesperadamente anseia, e que estão, no presente, tão escassas. Pois somente os pequenos grupos são capazes de ajuntar-se ao redor de algo que escapa, completamente, à técnica e ao processo de massificação, qual seja, o amor da sabedoria, do intelecto, e a confiança na radiação invisível deste amor. Tais raios não visíveis possuem longo alcance; eles têm o mesmo tipo de poder inacreditável no reino espiritual que a fissão atômica e os milagres da microfísica possuem no mundo material.” (Jacques Maritain, “The Peasant of the Garonne”, citado na pág. 161)
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...sobre o sofrer...
“Ao contrário do que se imagina, eu olho para trás e vejo as experiências que, à época, pareciam especialmente desoladoras e dolorosas com particular satisfação. De fato, eu posso afirmar com total sinceridade que todas as coisas que aprendi em meus 75 anos de permanência neste mundo, tudo o que, verdadeiramente, fortaleceu e iluminou a minha existência, veio através da aflição e não por intermédio da alegria, tenha sido ela gratuita ou conquistada. Em outras palavras, se fosse possível eliminar a aflição de nossa vida terrena, seja por meio de alguma droga ou medicina alternativa, o resultado não seria uma vida atenuável, mas, sim, uma vida intoleravelmente banal e trivial. Este é, claro, o significado da cruz. E foi a cruz, mais do que qualquer outra coisa, que me levou, de forma inexorável, a Jesus Cristo.” (Malcolm Muggeridge, “A Twentieth Century Testimony”, citado na pág. 100)